
O arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Marco Aurélio Gubiotti, receberá o Pálio das mãos do Papa Leão XIV na próxima segunda-feira, 29 de junho, durante a Santa Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
A celebração reúne, anualmente, os arcebispos metropolitanos nomeados ao longo dos últimos meses, que recebem essa importante insígnia litúrgica como sinal da comunhão com o Sucessor de Pedro e da missão pastoral confiada àqueles que presidem uma província eclesiástica.

Dom Marco Aurélio foi nomeado arcebispo metropolitano de Juiz de Fora pelo Papa Leão XIV no dia 8 de janeiro deste ano e tomou posse da Arquidiocese em 7 de março, sucedendo a Dom Gil Antônio Moreira.
No último domingo (21), ao final da Santa Missa celebrada na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, Dom Marco explicou aos fiéis o profundo significado espiritual do Pálio e manifestou sua alegria por viver esse momento em comunhão com toda a Igreja.
“É um sinal muito bonito que os arcebispos recebem. É uma tira branca que cai sobre os ombros e é usada nas cerimônias mais solenes”, destacou.
O arcebispo recordou ainda que o Pálio é confeccionado com a lã de cordeiros especialmente escolhidos e abençoados para essa finalidade. Após sua confecção, a insígnia permanece junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, na Basílica Vaticana, antes de ser entregue pelo Santo Padre.
“O sentido espiritual é belíssimo, porque essa lã de ovelha simboliza o rebanho que o Senhor confia ao pastor de uma Igreja arquidiocesana”, explicou.
Em uma mensagem dirigida aos fiéis da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Marco afirmou que levará consigo toda a Igreja Particular durante a celebração em Roma.
“Levo para o altar da Basílica de São Pedro, para o túmulo de São Pedro, vocês na minha mente, no meu coração e em minhas orações. Vocês estarão muito presentes lá diante do Santo Padre.”
Ao pedir as orações dos fiéis, o arcebispo ressaltou que o verdadeiro significado do Pálio ultrapassa seu valor simbólico.
“Peço que rezem por mim para que essa insígnia não seja apenas um símbolo, mas que ela possa ir se tornando cada vez mais uma realidade no meu ministério, para que eu possa realmente trazê-los nos ombros e no peito e assim cumprir bem a missão que o Senhor me confiou.”
O que é o Pálio?

Conforme explica o Vatican News, o Pálio é uma insígnia litúrgica concedida pelo Santo Padre aos arcebispos metropolitanos como sinal da comunhão com a Sé de Roma e da missão pastoral que lhes é confiada. O nome deriva do latim pallium, que significa “manto de lã”. Trata-se de uma estreita faixa de lã branca colocada sobre os ombros do arcebispo durante as celebrações litúrgicas mais solenes.
Seu significado está profundamente ligado à imagem de Cristo, o Bom Pastor, que carrega nos ombros a ovelha perdida (cf. Lc 15, 4-7). Por isso, o Pálio recorda a responsabilidade do arcebispo de conduzir, proteger e cuidar do rebanho que lhe foi confiado, em plena comunhão com o Sucessor de Pedro e com toda a Igreja.
A tradição do Pálio remonta aos primeiros séculos do Cristianismo. Originalmente, era uma veste usada pelos bispos e inspirada no manto utilizado pelos filósofos da Antiguidade. Com o passar do tempo, seu uso foi sendo reservado aos arcebispos metropolitanos. Desde o século IX, adquiriu o formato atual, semelhante à letra “Y”, tornando-se um dos principais símbolos do ministério dos arcebispos.
A confecção do Pálio também é marcada por um profundo simbolismo. A lã utilizada provém de dois cordeiros criados pelos monges da Abadia de Tre Fontane, em Roma. Todos os anos, os animais são abençoados na memória de Santa Inês, celebrada em 21 de janeiro. Em seguida, a lã é entregue às religiosas beneditinas do Convento de Santa Cecília, em Trastevere, responsáveis por confeccionar manualmente os pálios destinados aos novos arcebispos metropolitanos.
Antes de serem entregues pelo Papa, os pálios permanecem junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, na Basílica Vaticana, reforçando o vínculo entre o ministério episcopal e a missão confiada por Cristo ao Príncipe dos Apóstolos.
Em sua forma atual, o Pálio é uma faixa estreita de lã branca, com cerca de cinco centímetros de largura, adornada por seis cruzes negras de seda. Colocado sobre os ombros, possui duas extremidades que descem à frente e às costas, lembrando a letra “Y”. Mais do que um ornamento litúrgico, essa insígnia expressa o compromisso do arcebispo de exercer seu ministério como pastor do povo de Deus, em unidade com o Papa e a Igreja universal.





