Regional Leste 2 participa de Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade 2027

Entre os dias 24 e 27 de setembro, em Brasília (DF), foi realizado o Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade 2027 (CF 2027). O encontro reuniu agentes de pastoral e representantes de Igrejas Particulares, Regionais, movimentos e organismos eclesiais de diferentes regiões do país para aprofundar a proposta da próxima Campanha da Fraternidade, que terá como tema “Fraternidade e o cuidado das crianças” e como lema bíblico “Quem recebe uma criança em meu nome, a mim recebe” (Mt 18,5).

Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4

O Regional Leste 2 esteve representado pelo secretário executivo, Pe. Rodrigo Souza da Silva; pelo Pe. Rogério de Jesus Bispo, do clero da Diocese de Janaúba e coordenador dos coordenadores de pastoral; por Adenildes Souza Martins, membra do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB); e pelo Pe. Jean Poul Hansen, do clero da Diocese da Campanha e secretário-executivo de Campanhas da CNBB.

Pe. Rogério Bispo, Pe. Rodrigo Souza, Pe. Jean Poul e Adenildes Martins | Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4
Dom Ricardo Hoepers | Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4

Ao longo dos quatro dias, os participantes refletiram sobre os fundamentos e os caminhos de preparação da CF 2027, com atenção à realidade das crianças e à responsabilidade da Igreja no cuidado, na proteção e na promoção de seus direitos.

Na acolhida aos participantes, Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, destacou que a preparação para a CF 2027 coloca a Igreja diante da responsabilidade pelo cuidado com a vida das crianças. Segundo o bispo, o lema escolhido para a Campanha aponta para a centralidade da infância na experiência cristã.

“Jesus não diz apenas que devemos ajudar as crianças. Ele estabelece uma identificação. Receber uma criança é recebê-lo”, afirmou.

Da ação à cultura do cuidado

A construção de uma cultura do cuidado foi apresentada como uma das perspectivas da CF 2027. A proposta é que o compromisso com as crianças esteja presente em diferentes espaços da vida eclesial, como as famílias, a catequese, os grupos de coroinhas, a Infância e Adolescência Missionária, as escolas, pastorais e movimentos, além das paróquias, dioceses e Regionais.

A Campanha também propõe o diálogo e a corresponsabilidade com a sociedade. Segundo Dom Ricardo, o processo deve contribuir para que a Igreja avance “de ações de cuidado para uma verdadeira cultura do cuidado”.

Nesse caminho, as próprias crianças deverão ser ouvidas e reconhecidas como participantes. O bispo destacou que o Texto-Base da CF 2027 já recebeu contribuições de crianças e adolescentes, com perguntas, desenhos, medos, sonhos e outras manifestações.

“Talvez a primeira atitude de quem deseja cuidar seja parar de falar pela criança e começar a falar com a criança”, afirmou.

Ao concluir sua participação, Dom Ricardo reforçou a responsabilidade da Igreja diante das situações de violência e sofrimento que atingem crianças.

“Que saiamos daqui convencidos de que nenhuma criança pode ser invisível para a Igreja. Nenhuma criança pode ser esquecida. Nenhuma violência pode encontrar abrigo em nosso silêncio. Nenhum sofrimento infantil pode ser considerado problema dos outros”, exortou.

Crianças como participantes da evangelização
Padre Tiago Ávila Camargo | Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4

Na abertura dos trabalhos, o subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB, Pe. Tiago Ávila Camargo, também destacou a necessidade de reconhecer o lugar das crianças na caminhada eclesial.

Segundo Pe. Tiago, a preparação da CF 2027 exige atenção das Igrejas locais, organismos e diferentes serviços eclesiais para que as crianças sejam reconhecidas também como participantes da evangelização. Nesse processo, ressaltou a importância da escuta e da construção de caminhos com as próprias crianças.

Avaliação da Campanha da Fraternidade 2026

O primeiro dia do Seminário também foi dedicado à avaliação da Campanha da Fraternidade 2026, que teve como tema a moradia. Foram partilhadas iniciativas que surgiram ou foram fortalecidas a partir da mobilização realizada durante a Campanha.

Entre os desdobramentos apresentados estiveram a formação de equipes ligadas à Pastoral da Moradia, novas articulações com universidades e instituições públicas e iniciativas voltadas à construção e reforma de moradias.

A avaliação também ressaltou a importância de manter o acompanhamento das realidades abordadas pela Campanha, para que as ações não se limitem ao período da Quaresma.

Padre Jean Poul Hansen | Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4

“A Campanha da Fraternidade nunca acaba”, destacou o Pe. Jean Poul Hansen durante a avaliação. Segundo ele, os compromissos assumidos a partir de cada Campanha permanecem e se somam aos das campanhas seguintes.

“Nós não acabamos uma para começar a outra. Nós vamos acumulando campanhas, uma após a outra”, afirmou.

Também participaram do Seminário outros representantes de Minas Gerais, que acompanharam as reflexões e atividades propostas ao longo dos quatro dias. A presença de diferentes agentes do Estado contribuiu para a partilha de experiências e para o aprofundamento das reflexões sobre a Campanha da Fraternidade 2027.

Foto: Jaison Alves da Silva/CNBB Sul 4

A partir das reflexões realizadas durante o Seminário, os participantes seguem com a missão de colaborar na preparação e divulgação da Campanha da Fraternidade 2027 em suas respectivas Igrejas Particulares, pastorais, movimentos e organismos eclesiais.

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